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Author Topic: Português  (Read 814 times) Average Rating: 0
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Fabio Leite
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« on: April 29, 2010, 10:33:00 AM »

Just in case someone wants to practice or a Portuguese speaker stops by. Smiley

Se alguém quiser praticar ou se algum falante de português aparecer. Smiley


Countries that speak Portuguese include Portugal, Brazil, Mozambique, Angola, São Tomé and Príncipe, Cape Verde, Guinea-Bissau, East Timor, the Chinese Special Administrative Region (SAR) of Macau and others in various parts of the world, including India's Goa and Kerala states, and the town of Melaka in Malaysia.

Países que falam português incluem Portugal, Brasil, Moçambique, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Timor Leste, a Região Administrativa Especial Chinesa (RAE) de Macau e várias outras partes do mundo, incluindo o estados de Goa e Kerala na Índia e a cidade de Melaka na Malásia.


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christian7777
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« Reply #1 on: July 04, 2012, 11:10:01 AM »

Eu quero aprender português em faculdade.
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WeldeMikael
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« Reply #2 on: July 04, 2012, 11:16:56 AM »

Eu sou portugues de origem  Grin
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christian7777
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« Reply #3 on: July 04, 2012, 08:19:15 PM »

Eu sou portugues de origem  Grin

Eu gosto de comer chouriço. Smiley
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ialmisry
There's nothing John of Damascus can't answer
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« Reply #4 on: July 04, 2012, 08:32:28 PM »

Jovens Ortodoxos BR
http://www.facebook.com/groups/378590665515628/?ref=ts
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Question a friend, perhaps he did not do it; but if he did anything so that he may do it no more.
A hasty quarrel kindles fire,
and urgent strife sheds blood.
If you blow on a spark, it will glow;
if you spit on it, it will be put out;
                           and both come out of your mouth
dzheremi
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« Reply #5 on: July 04, 2012, 08:45:54 PM »

In addition to the places already listed in Africa, there is a Portuguese Creole spoken in Casamance, Senegal (Ziguinchor Creole) that apparently differs somewhat from that of their neighbors.
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Fabio Leite
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« Reply #6 on: October 19, 2012, 03:31:49 PM »

Eu sou portugues de origem  Grin

Eu gosto de comer chouriço. Smiley

No Brasil você vai encontrar mais churrasco ou feijoada do que chouriço. Smiley
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Fabio Leite
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« Reply #7 on: October 19, 2012, 03:39:30 PM »

Eu penso que este texto de Drummond tem um quê de monástico. Fala sobre a vontade de isolar-se numa ilha e o porquê deste desejo.

DIVAGAÇÃO SOBRE AS ILHAS

Carlos Drummond de Andrade. Passeios na ilha. In: Poesia e prosa. Rio de Janeiro: Ed. Nova Aguilar, 1992: 1376-79.

QUANDO me acontecer alguma pecúnia, passante de urn milhão de cruzeiros, compro uma ilha; não muito longe do litoral, que o litoral faz falta; nem tão perto, também, que de lá possa eu aspirar a fumaça e a graxa do porto. Minha ilha (e só de a imaginar já me considero seu habitante) ficará no justo ponto de latitude e longitude que, pondo-me a coberto de ventos, sereias e pestes, nem me afaste demasiado dos homens nem me obrigue a praticá-los diuturnamente. Porque esta e a ciência e, direi, a arte do bem viver; uma fuga relativa, e uma não muito estouvada confraternização.

De há muito sonho esta ilha, se e que não a sonhei sempre. Se é que a não sonhamos sempre,inclusive os mais agudos participantes. Objetais-me: "Como podemos amar as ilhas, se buscamos o centro mesmo da ação?" Engajados; vosso engajamento é a vossa ilha, dissimulada e transportável. Por onde fordes, ela irá convosco. Significa a evasão daquilo para que toda alma necessariamente tende, ou seja, a gratuidade dos gestos naturais, o cultivo das formas espontâneas, o gosto de ser urn com os bichos, as espécies vegetais, os fenômenos atmosféricos. Substitui, sem anular. Que miragens vê o iluminado no fundo de sua iluminação?

Supõe-se político, e é um visionário. Abomina o espírito de fantasia, sendo dos que mais o possuem. Nessa ilha tão irreal, ao cabo, como as da literatura, ele constrói a sua cidade de ouro, e nela reside por efeito da imaginação, administra-a, e até mesmo a tiraniza. Seu mito vale o da liberdade nas ilhas. E, contemptor do mundo burguês, que outra coisa faz senão aplicar a técnica do sonho, com que os sensíveis dentre os burgueses se acomodam à realidade, elidindo-a?

A ilha que traço agora a lápis neste papel é materialmente uma ilha, e orgulha-se de sê-lo. Pode ser abordada. Não pode ser convertida em continente. Emerge do pélago com a graça de uma flor criada para produzir-se sobre a água. Marca assim o seu isolamento, e como não tem bocas de fogo nem expedientes astuciosos para rechaçar o estrangeiro, sucede que este isolamento não é inumano. Inumano seria desejar, aqui, dos morros litorâneos, um cataclismo que sovertesse tão amena, repousante, discreta e digna forma natural, inventada para as necessidades do ser no momento exato em que se farta de seus espelhos, amigos como inimigos.

E por que nos seduz a ilha? As composições de sombra e luz, o esmalte da relva, a cristalinidade dos regatos – tudo isso existe fora das ilhas, não é privilegio delas. A mesma solidão existe, com diferentes pressões, nos mais diversos locais, inclusive os de população densa, em terra firme e longa.

Resta ainda o argumento da felicidade – "aqui eu não sou feliz", declara o poeta, para enaltecer, pelo contraste, a sua Pasárgada: mas será que se procura realmente nas ilhas a ocasião de ser feliz, ou um modo de sê-lo?


E so se alcançaria tal mercê, de índole extremamente subjetiva, no regaço de uma ilha, e não igualmente em terra comum? Quando penso em comprar uma ilha, nenhuma dessas excelências me seduz mais que as outras, nem todas juntas constituem a razão de meu desejo. Sou pouco afeiçoado à natureza, que em mim se reduz quase que a uma paisagem moral, íntima, em dois ou três tons, só que latejante em todas as partículas. A solidão, carrego-a no bolso, e nunca me faltou menos do que quando, por obrigações de ofício, me debruçava incessantemente sobre a vida dos outros. E felicidade não é em rigor o que eu procuro. Não. Procuro uma ilha, como já procurei uma
noiva.

A ilha me satisfaz por ser uma porção curta de terra (falo de ilhas individuais, não me tentam aventuras marajoaras), urn resumo prático, substantivo, dos estirões deste vasto mundo, sem os inconvenientes dele, e com a vantagem de ser quase ficção sem deixar de constituir uma realidade. A casa de campo é diferente. A continuidade do solo torna-a um pobre complemento dessas propriedades, individuais ou coletivas, públicas ou particulares, em que todo o desgosto, toda a execrabilidade, toda a mesquinhez da coisa possuída, taxada, fiscalizada, trafegada, beneficiada, herdada, conspurcada, se nos apresenta antes que a vista repare em qualquer de seus eventuais encantos. A casa junto ao mar, que já foi razoável delícia, passou a ser um pecado, depois que se desinventou a relação entre homem, paisagem e morada. Tudo
forma uma cidade só, torpe e triste, mais triste talvez do que torpe. O progresso técnico teve isto de retrógrado: esqueceu-se completamente do fim a que se propusera, ou devia ter-se proposto. Acabou com qualquer veleidade de amar a vida, que ele tornou muito confortável, mas invisível. Fez-se numa escala de massas, esquecendo-se do indivíduo, e nenhuma central elétrica de milhões de kw será capaz de produzir aquilo de que precisamente cada um de nós carece na cidade excessivamente iluminada: certa penumbra. O progresso nos dá tanta coisa, que não nos sobra nada nem para pedir nem para desejar nem para jogar fora. Tudo é inútil e atravancador. A ilha sugere uma negação disto.

A ilha deve ser o quantum satis selvagem, sem bichos superiores à força e ao medo do homem. Mas precisa ter bichos, principalmente os de plumagem gloriosa, com alguns
exemplares mais meigos. As cores do cinema enjoam-nos do colorido, e só uma cura de autenticidade nos reconciliará com os nossos olhos doentes. Já que não há mais vestidos de cores puras e naturais (de que má pintura moderna se vestem as mulheres do nosso tempo?), peçamos a araras e periquitos, e a algum suave pássaro de colo mimoso, que nos propiciem as sensações delicadas de uma vista voluptuosa, minudente e repousada. Para esta ilha sóbria não se levara bíblia nem se carregarão discos.
Algum amigo que saiba contar historias está naturalmente convidado. Bern como alguma amiga de voz doce ou quente, que não abuse dessa prenda. Haverá pedras à mão – cascalho – que se possa lanvar ao céu, a título de advertência, quando demasiada arte puser em perigo o ruminar bucólico da ilha. Não vejo inconveniente na entrada sub-reptícia de jornais. Servem para embrulho, e nas costas do noticiário político ou esportivo há sempre um anúncio de filme em reprise, invocativo, ou
qualquer vaga menção a algum vago evento que, por obscuro mecanismo, desperte em nós fundas e gratas emoções retrospectivas. Nossa vida interior tende a inércia. E bem-vinda é a provocação que lhe avive a sensibilidade, impelindo-a aos Devaneios que formam a crônica particular do homem, passada muitas vezes dentro dele, somente, mas compensando em variedade ou em profundeza o medíocre da vida social.

Serão admitidos poetas? Em que número? Se foram proscritos das repúblicas ideais e das outras, pareceria cruel bani-los também da ilha de recreio. Contudo, devem comportar-se como se poetas não fossem: pondo de lado os.tiques profissionais, o tecnicismo, a excessiva preocupação literária, o misto de esteticismo e frialdade que costuma necrosar os artistas.

Sejam homens razoáveis, carentes, humildes, inclinados à pesca e à corrida a pé, saibam fazer alguma coisa simples para o estômago, no fogão improvisado. Não levem para a ilha os problemas de hegemonia e ciúme.

Por aí se observa que a ilha mais paradisíaca pede regulamentação, e que os perigos da convivência urbana estão presentes. Tanto melhor, porque não se quer uma ilha perfeita,senão um modesto território banhado de água por todos os lados e onde não seja obrigatório salvar o mundo. A Idéia de fuga tem sido alvo de crítica severa e indiscriminada nos últimos anos, como se fosse ignominioso, por exemplo, fugir de um perigo, de um sofrimento, de uma caceteação. Como se devesse o homem consumir-se. numa fogueira perene, sem carinho para com as partes cândidas ou pueris de si mesmo, que cumpre preservar principalmente em vista de uma possível felicidade coletivista no futuro. Se se tratar de harmonizar o homem com o mundo, não se vê porque essa harmonia só será obtida através do extermínio generalizado e da
autopunição dos melhores. Pois afinal, o que se recomenda aos homens e apenas isto: "Sejam infelizes, aborreçam o mais possível aos seus semelhantes, recusem-se a qualquer comiseração, façam do ódio um motor político. Assim atingirão o amor." Obtida a esse preço a cidade futura, nela já não haveria o que amar.

Chega-se a um ponto em que convém fugir menos da malignidade dos homens do que da sua bondade incandescente. Por bondade abstrata nos tornamos atrozes. E o pensamento de salvar o mundo é dos que acarretam as mais copiosas – e inúteis – carnificinas. Estas reflexões descosidas procuram apenas recordar que há motivos para ir às ilhas, quando menos para não participar de crimes e equívocos mentais generalizados. São motivos éticos, tão respeitáveis quanta os que impelem à ação o temperamento sôfrego. A ilha é meditação despojada, renúncia ao desejo de influir e de atrair. Por ser muitas vezes uma desilusão, paga-se relativamente caro. Mas todo o peso dos ataques desfechados contra o pequeno Robinson moderno, que se alongou das rixas miúdas, significa tão-somente que ele tinha razão em não contribuir para agravá-las. Em geral, não se pedem companheiros, mas cúmplices. E este é o risco da convivência ideológica. Por outro lado, há certo gosto em pensar sozinho. É ato individual, como nascer e morrer.

A ilha é, afinal de contas, o refúgio último da liberdade, que em toda a parte se busca destruir.

Amemos a ilha.
« Last Edit: October 19, 2012, 03:42:19 PM by Fabio Leite » Logged

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« Reply #8 on: May 07, 2013, 11:04:53 PM »

Eu estou estudando o português. Adoro!  Smiley
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